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Archive for the ‘Filmes’ Category

É início de uma noite de quinta-feira na cidade de São Paulo, já fui à bilheteria do cine Bombril, que fica no prédio do Conjunto Nacional, olho para o relógio e noto que ainda faltam 20 minutos para o filme começar, a Priscilla ainda não chegou.

Durante o momento de espera fico olhando o cartaz do filme e a frase que o estampa, “Ela fez história com aquilo que o brasileiro mais gosta”, fico intrigado com a frase, não consigo imaginar frase que melhor resuma a personalidade apresentada no filme.

Faço um exercício rápido sobre a frase em minha cabeça, divago sobre as paixões do povo brasileiro, rapidamente me vêm duas coisas na cabeça, futebol e bunda, na seqüência natural dos fatos já me ocorre um paralelo incrível para estes dois “amores” nacionais, Rita Cadillac está para a bunda assim como Pelé está para o futebol.

Priscilla aparece no momento exato que estou sorrindo pelo canto da boca, por causa da minha constatação boba, ela me cumprimenta e seguimos para a bilheteria, lá temos a confirmação de que aquela sessão de pré estreia estará semi vazia, até o momento foram vendidos seis lugares além dos nossos.

Hoje não tem pipoca. O filme não pede isso, imagino que deveriam servir algo afrodisíaco para este tipo de filme, mesmo estes não sendo um dos filmes adulto de Rita Cadillac, mas mesmo assim espero algo sensual vindo dela. Após ignorar traillers de óperas no cinema e avisos de desligue o celular, o símbolo da Ancine irrompe a tela agora.

Primeira cena. Acomodo-me na cadeira, esperando uma bunda gigantesca na tela de cinema, mas sou recebido por uma dona de casa comum, dessas que chamam de Amélia, fazendo almoço para para sua família, feliz, seu nome é Rita de Cássia Coutinho.

Rita de Cássia Coutinho é o alter ego de Rita Cadillac, esta, no passar do filme é quem mais da às caras, fala sobre sua infância, namoradinhos, casamentos e filho, com uma atenção especial a sua avó que a criou. Rita de Cássia, mulher já com seus 50 anos me ganha fácil com sua história, mas em seguida entendo que isso nada mais é que um prelúdio para explicar melhor a construção de um mito moderno, sua histórias vibrantes, a presença constante na mídia e no imaginário masculino contrastam com uma vida fora das câmeras que muitas vezes não inclui glamour.

O filme envereda pelos caminhos que eu tanto esperava, por isso me acomodo melhor na cadeira, Rita chacrete é a primeira visitada. Agradecimento a ela, depoimento e histórias sobre como foi parar no programa do “mestre da comunicação”, neste momento ela se porta como um princesa falando por exemplo de seu diferencial e de como teve a ideia do seu sensual “roda-roda” com o dedo indicador devagar e insinuante.

Como em gibis, Rita de Cássia e Rita Cadillac trocam de lugar a todo momento, Rita (a de Cássia) em dilemas digno de “Afrodite tupiniquim” que é diz que “não conseguia ser Cadillac todo o tempo”. A personagem é vista por si mesmo com um olhar carinhoso neste momento e vista por outros de diversas maneiras, mas nunca de forma degradante.

Sou sugado para o universo erótico dessa mulher, ele me conduz por suas mirabolantes histórias no garimpo de Serra Pelada, se mostrando forte e sensual mesmo no meio de milhares de homens sedentos por um pedaço de sua carne.

Relembro sua atuação junto a presos do Carandiru, quando ela se revela rainha dos detentos, percebemos que somente uma mulher assim consegue fazer sentimentos que se antagonizam, excitação e respeito andam lado a lado quando Rita se apresenta.

Quando acaba a era da sensualidade velada, o que resta é o sexo explícito, mesmo contra a aprovação de muitos, ela me conta (neste momento já me sinto intimo e sozinho com ela) como foi a experiência de fazer um filme pornô na idade que tem, conta como se sentiu exposta naquele momento que antes só nos era permitido imaginar.

O mito da líbido, a amazona da sensualidade, a cada passo o filme se faz presente diante de mim, fico surpreso, mas entendo por que dizem que Rita é “uma bunda que pensa”, e acrescento mentalmente mais, “é uma bunda com muita história”.

Quando acaba, o filme deixa a sensação de que não é bom só para o moral, mas é bom para todos que querem entender, porque tantas “gostosas” passam, mas Rita Cadillac fica. Enquanto acendo um cigarro fora do cinema, penso em um novo propósito, penso, preciso dar um beijo na bunda de Rita Cadillac.

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Este é o podcast do Vibrador Literário. Nesta primeira edição tivemos um papo excitante e engraçado (pelo menos fazer foi) sobre a #putafaltadesacanagem que é o Cine Band Prive.

Max Santiago, Vitão, Priscilla Santos e Igor Carvalho falam sobre suas experiências e dúvidas sobre Emanuelle, soft porn e como a Priscilla pode salvar o mundo rimando.

Escute, comente e mande emails.

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Vladimir Nabokov

Meio dia. Hora do meu almoço. Arroz, feijão, hambúrguer de soja e salada de alface. Como tudo em quinze minutos e desço para o cafofo. O cafofo é um lugar na empresa onde você pode relaxar, jogar vídeo game, assistir TV e ler. Sim, lá também tem uma biblioteca, onde você pode pegar livros emprestados.

Nesse dia resolvi garimpar as publicações, não queria ler nada do universo organizacional, queria achar algo mais quente, onde tivesse pelo menos umas imagens de mulher de biquíni, ou que falasse de sexo de uma forma diferente. Passei pelos livros do Philip Kotler e suas teorias sobre administração e marketing e fui direto para sessão de romance, pelo menos lá eu sei que rola algo mais propício para esse começo de tarde.

E foi lá, bem no cantinho da prateleira onde me deparei com um livro de nome exitante. “Lolita”! Ahhh Lolilta, muitas vezes me peguei pesquisando esse nome em sites pornôs, procurando aquelas atrizes magricelas, de trancinhas, aparelho nos dentes e com uma cara de boba, e aqui na minha empresa me deparo com um livro com o mesmo nome das minhas musas. Só pelo título já sabia que era o livro que estava procurando.

O livro Lolita foi escrito por Vladimir Vladimirovich Nabokov um escritor russo, nascido no dia 22 de abril de 1899. Isso mesmo, 22 de abril. Ótima data para escrever sobre sua obra mais famosa, sendo assim meu presente para esse escritor polêmico.

Capa do livro

O professor Humbert (personagem central desse livro) desde o começo do livro se intitula como um pervertido, que só consegue sentir atração por ninfetas, mas ninfetas verdadeiras, não essas meninas dos meus filmes que tem quase trinta anos mas parecem não envelhecer. O negócio dele erá meninas dos onze aos dezesseis anos, no máximo.

Mas Humbert se apaixona por uma especial, o nome dela é Dolores Haze, a bela filhinha de sua enteada que possui doze anos, essa é apelidada por Lolita.

Por mim ficaria aqui e escreveria cada detalhe desse romance do Nabokov, mas prefiro deixar no ar essa dica de leitura, para que cada um tenha suas próprias sensações ao lê-lo.

Depois de ler o romance, indico que vejam o filme, é bem fácil de achar, nele poderão ver a atriz que fez o papel da Dolores e ver que não é tão difícil de se apaixonar por essa Lolita. Meninas, o Humbert é um velho bonitão também (ele mesmo diz isso no livro), talvez algumas se encantariam por ele, mesmo aos doze anos.

Cena do filme

Depois desse livro entendi de onde vem a mítica relação do homem com as ninfetas e porque “Lolita” se tornou um termo tão buscado no imaginário masculino. Ah… minhas pesquisas pelo pornotube ou outros sites do gênero perderam um pouco a graça, sim só um pouco, pois nunca encontrei uma Lolita igual a de Nabokov nesses sites.

Dolores, Lolita. Obrigado Nabokov, de coração.

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