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Archive for the ‘Festas’ Category

aproveitando o ufanismo e patriotismo de ocasião dos brasileiros, em época de Copa do Mundo, montamos uma festa mais brasuca!
dia 29.05. a festa? vai ser assim:

– música brasileira;
– na TV da pista, um filme com os melhores momentos da pornochanchada;
– sorteio de um livro de contos eróticos.


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por que Vibrantes e Sonoros?

rua Turiassu, 483. Clube Praga. 23h30. dia 30.04. Vibrantes e Sonoros. puta que pariu que nome horroroso.  quero falar com o viado que inventou isso.

– aí motorista, falta muito pra chegar?
– não!
– posso fumar aqui atrás?
– não!

pra quem está me lendo e não está entendo nada, explico: 

trabalho em uma revista que visita lugares e festas escondidas em São Paulo, ontem um tal de Max Santiago ligou na redação divulgando uma festa. 

“alô, meu nome é Max Santiago, estou querendo divulgar a festa do meu blog, queria que vocês fossem lá cobrir e que publicassem na revista”

cara chato da porra. quem liga na redação as sete e meia da manhã com uma puta voz de alegre? óbvio que o Oliveira, meu editor chefe, não perdeu a oportunidade. 

“olha, o filho da puta do repórter que deveria estar aqui só vai chegar umas onze da manhã e um pouco bêbado ainda, liga meio dia rapaz. ou melhor, deixa seu telefone, vou pedir pra ele te ligar” 

o Oliveira é um parasita. uma bactéria enfiada em um corpo gelado e gordo. o corpo é a redação de sua 16º revista em 12 anos, uma salinha com um ventilador, duas mesas, uma cadeira e dois computadores, o mais novo tem sete anos, além de um emaranhado de revistas, HQ’s, jornais e livros. independente da estação do ano ele está sempre na mesma poltrona, que já tem 12 anos, suando, comendo cajuzinhos e tomando doses de café com chá.

 precisamos de uma matéria pra fechar a revista e o Oliveira está me enchendo o saco, sou o único repórter fixo dele, o resto são estudantes que trabalham de graça só para que seu nome apareça na revista, eu trabalho quase de graça e não queria aparecer na revista. lembrei de ligar para o tal Max por volta de meia noite. tarde? foda-se, ele me ligou sete e meia da manhã.

– alô. (quem atendeu foi uma mulher com voz de entediada).
– Max Santiago, por favor.
– MAX, TELEFONE PARA VOCÊ! (ela gritou sem tirar o telefone de perto da boca)
– TO CAGANDO. PEDE PRA LIGAR AMANHÃ.
– oi. olha ele pediu para que você ligue amanhã.
– fala para o cagão que se ele não me atender não vou na festa dele e a revista vai publicar outra no lugar.
– MAX, ELE DISSE QUE SE NÃO ATENDER ELE NÃO VAI COBRIR A FESTA PARA A REVISTA NA SEXTA.
– PORRA MEU, TO CAGANDO, FALA PRA ELE LIGAR PARA O IGOR.

tenho que fazer uma escolha entre ser calmo ou ser feliz.

– alô. (quem atendeu foi uma mulher com voz de quem acabou de acordar)
– boa noite. por favor o Igor.
– IGOR!!!!!! TELEFONE. (por que elas sempre gritam sem tirar o telefone de perto da boca?)
– TO LAVANDO O PAU. PEDE PRA LIGAR AMANHÃ.
– anjo, terminamos de transar agora e ele tá no banheiro se lavando. liga amanhã.
– avisa pra ele que se não me atender vou buscar outra pauta para essa sexta-feira. o Vibrantes e Sonoros, seja lá o que for isso não vai sair na revista.
– ANJO, ELE DISSE QUE SE NÃO ATENDER ELE VAI BUSCAR OUTRA PAUTA PRA SEXTA.
– MANDA ELE LIGAR PRO ACÁCIO, TO LAVANDO O PAU.
– anjo, ele pediu…
– CARALHO, É UM PINTO OU UM CARRO QUE ELE TÁ LAVANDO?

acho que vou ser feliz e mandar esses moleques pra puta que pariu.

– alô. (uma voz de homem ocupado)
– é o seguinte, quero falar com o tal de Acácio e é agora, não me importa que tipo de sujeito escroto ele é.
– cara, sou eu, nem sei quem você é, mas não posso falar com você agora. há um ano estou tentando zerar Zelda e agora estou terminando a fase mais foda, o templo das águas, estou quase chegando no Ganondorf. valeu.

filho da puta. desligou. que tipo de nerd fissurado em vídeo game escreve em um blog de sexo?

– alô. (a mesma voz feminina, ainda entediada)
– o Max já cagou?

tirei o fone do ouvido.

– MAX, VOCÊ JÁ TERMINOU DE CAGAR? TELEFONE DE NOVO.(é claro que ela gritou com o fone na boca)
– CARALHO MEU, VOCÊ SABE QUE EU DEMORO. PEDE PRA ELE LIGAR PARA O VITÃO.

acho que está na hora de eu largar esse trabalho.

– ALÔ. (uma voz de homem gritando e afobado)
“VERGONHA, TIME SEM VERGONHA”
– é, eu quero falar com o Vitor.
– HÃ? O QUE VOCÊ DISSE?
– EU QUERO FALAR COM O VITOR. QUE GRITARIA É ESSA?
– ESTAMOS SAINDO DO JOGO DO PALMEIRAS, NOSSO TIME  PERDEU DE NOVO, O VITÃO ESTÁ BRIGANDO COM UNS DOZE POLICIAIS.
– então vai tomar no cu.
– OI?
– VAI TOMAR NO CU!
– AH! OBRIGADO!

me deu uma vontade maluca de mandar o Oliveira, o Max, o Igor, o Acácio e o Vitão tomarem no cu, mas gostei dessa melodia, quero dançar até o fim.

– alô. (uma voz feminina com sono, ainda)
– o Igor terminou de lavar o pau?

ela vai gritar!

– MONIQUE! O IGOR JÁ TERMINOU DE SE LAVAR?
– NÃO!
– ele tá se lavando moço.
– ainda?
-não, de novo! é sobre a festa?
– é sim. você vai estar lá?
– não é da sua conta. já falou com a Priscilla?

uma mulher. qual será o problema dela?

– alô. (uma mulher)
– Priscilla?
– sim.
– preciso de umas informações sobre a festa Vibrantes e Sonoros de sexta. pode me ajudar?
– já ligou para o Max?
– tá cagando.
– Igorzito?
– lavando o pau.
– Acácio?
– tá achando que agora a vida vale a pena.
– Vitor?
– tá brigando com a Tropa de Choque inteira.

cheguei.
entrada bem escura, uma escadinha pra derrubar bêbado na saída e na frente da porta o brutamontes que vai chutar meu traseiro daqui umas cinco horas. cheguei no Clube Praga, quase pontual, são 23h58.

– você que veio pela revista?
– sim. cadê o bar?
– no fundo desse primeiro ambiente. seja bem vindo ao Praga.

 o lugar é amplo. uns sofás velhos demais para serem enfeites e um punhado de gente encostadas nas paredes. no romper do primeiro ambiente fica o bar.
só cerveja de bacana, mas o preço não assusta, porém,  se preferir evitar a aparente evolução social, como eu, peça uma Skol. é mais barata e você ganha outra de graça.
por enquanto só um som bacana e poucas pessoas, duas meninas góticas, um gordinha gostosa, um casal que parece que ia para o Café de La Musique e parou aqui por acaso. tem um chinês sentado no canto do sofá, sozinho e mal intencionado, olhando fixamente para a cruzada de pernas de uma das góticas.

estão chegando os convidados, já são 00h38, o primeiro filho da puta do grupo chegou agora, preciso saber porque “Vibrantes e Sonoros” e vou embora, depois invento mais duas laudas de bobagem e está tudo pronto.

– Igor. sou da revista. vim aqui fazer uma matéria sob…
– rapaz, me dê 10 minutos, vou só receber umas meninas que estão chegando e já falo com você.

antes de partir.

– você que ligou ontem a noite duas vezes? 

no fundo da casa tem uma área aberta. algumas pessoas estão fumando.

– boa noite linda. tem um cigarro?

a gordinha gostosa fuma, puxei papo. ela teve que sair, foi atender o namorado no celular. a casa está ficando bem cheia, tenho que procurar uma bebida e um dos integrantes do blog, nessa ordem.  

pessoas estão aglomeradas no bar, as pessoas sempre estão aglomeradas no bar. uma bunda enorme se balança no ritmo da música, ela é indiscutivelmente o que vi de melhor nessa noite, cabelos pretos, nariz comprido, mas você nem repara nele quando se lembra de todo o resto, vestido justo que deixa as costas de fora, poderia dizer que seus tornozelos são perfeitos, se eu quisesse poderia me masturbar ali, de frente para a bunda dela, enquanto ela estava debruçada na bancada do bar. as garotas estão tomando doses de tequilas, as mulheres não enxergam as circunstâncias da vida sem rituais. o único homem bebendo a tequila é o chinesinho.

– você que é o cara da revista?

a pergunta foi precedida por um tapa nas costas de um ruivo. se ele visse o tamanho da cicatriz que deixei no pescoço do último idiota que me deu um tapa nas costas teria recuado.

– sou sim. você é o…
– Vitão!
– ah, o macho alfa do grupo. apanhou muito?
– de quem?
– da polícia.
– é, um pouco. mas aqui é Brasilândia rapaz, o bicho pega, a quebra…

– legal, preciso perguntar uma coisa sobre o blog. por que o nome da festa é Vibran…
– você já foi na Brasilândia?
– nunca.
– lá na quebrada irmão, se você interrompe alguém é motivo forte pra ficar enfiado o resto da vida em uma cadeira de rodas.

o filho da puta acha que é o quê? eu poderia arrebentar a cara dele aqui.

– o dia que eu for…

alguns minutos depois…

– tudo bem? tá doendo?

é a gostosa da bunda e dos tornozelos perfeitos. to pronto pra te comer delícia, isso me faz sair rapidinho do coma. aquele filho da puta foi mais rápido, me acertou um murro.

quando acordei pra valer já eram 02h43. o Clube Praga já está cheio. do meu lado um casal se aperta um contra o outro, ela está curando sua carência e ele tá sonhando que vai acabar a noite com uma boa trepada.

levantei e caminhei até o bar. ninguém nem me nota, cada um tem seus problemas pra cuidar, quem se importa com o problema do outro? culpa do individualismo, essa porra produzida pelo capitalismo para nos lembrar que precisamos ser vencedores, precisamos ser melhores que os outros.

fui tomar um ar na área aberta da casa, nos fundos, levei comigo uma companhia.  a cerveja.

– pode me dar um cigarro amigão?
– claro!

a vozinha fina dele me irritou.

– qual seu nome? (com a mesma vozinha)
– não é da sua conta.
– ui, mas que mal educado. não esqueça esse cigarro na sua boca é meu.
– vai querer que eu coma seu cu por causa de um cigarro?
– o meu é Jucilei. prazer.

o tal do Max começou a discotecar, vou falar com esse filho da puta. cheguei na pista de dança, muita gente se aglomera, está calor.

– CARALHO! MARVIN GAYE! DANÇA COMIGO.

uma ruiva deliciosa de peitos enormes quer dançar Marvin Gaye comigo? não danço. joguei o corpo no sofá e deixei-a dançando. ela remexeu aquele corpo, jogando os peitos na minha cara durante toda a música. me cansei dela e comecei a observar que enquanto tocava a música o inferno parecia ter um endereço certo, era ali. casais se beijavam, mulheres rebolavam, homens se contorciam de excitação.

– ei, sabe onde posso encontrar o Max?
– ESTÁ NO BANHEIRO CARA! (eu gritei com ela?)

duas batidinhas na porta.

– MAX!
– TO CAGANDO! NÃO FODE!
– SÓ PRECISO SABER UMA COISA.
– DEPOIS… TO CAGANDO VELHO, RESPEITA! FALA COM O IGOR. ELE TÁ NO FUMÓDROMO. 

quando sai para o fumódromo, a área aberta em que todos fumam, Igor estava aos beijos com uma garota! o beijo era perene, achei melhor ir embora.

– MAX!
– O QUE É CARALHO?
– O IGOR ESTÁ COM UMA MULHER, NÃO DA PRA FALAR.
– O IGOR SEMPRE ESTÁ COM UMA MULHER. INTERROMPE OU FALA COM O ACÁCIO. ELE ESTÁ NA PISTA.

entrei na pista, está tocando Los Hermanos, todo mundo pulando. apesar do ambiente escuro consegui ver Acácio e mais uma menina se beijando. vai ser difícil!

– MAX!
– Ô FILHO DA PUTA! EU TO CAGANDO. É SEMPRE UM MOMENTO ESPECIAL PRA MIM, POR QUE NÃO VAI TOMAR NO CU E SAI DA FRENTE DO BANHEIRO?
– O ACÁCIO TÁ BEIJANDO TAMBÉM… COMO VOU FAZER?

Max sai do banheiro!

– como assim? isso nunca aconteceu antes!

Max entrou correndo e depois de constatar a cena voltou a tocar. só me sobrou a Priscilla. acho que ela não foi muito com a minha cara. não a vi essa noite ainda.

passei no bar, um dose de vodka! sempre ajuda a manter-se ativo. encontro Priscilla largada entre três homens no meio do sofá.

– Priscilla, eu sou o repórter que veio cobrir a festa para a revista.
– tudo bem?

ela levantou e deixou a mostra um decote generoso, ela tem peitos fantásticos.

– sim. tudo bem sim.
– e então…
– posso fazer uma pergunta para você? só quero saber por que a festa se chama Vibrantes e Sonoros.

– deixa só eu resolver algo aqui, já te chamo e explico.

poderia passar a noite sem falar nada, apenas observando o vão daquele decote.

– oi… tudo bem?

o comprimento foi precedido de um tapa. dessa vez não. virei e joguei todas as forças que ainda tinha para meu braço e meu braço contra o rosto dele. era o chinesinho.
fiquei com dó do chinês. ajudei-o e pedi uma bebida, ele disse que só tomava água.
ficamos conversando e ele disse que tinha algo para mim, que eu ia gostar muito, em seguida me ofereceu um vidro, no rótulo li: “ADRENOCROMO”.

fomos para o banheiros, ele me disse que chama Chin e gostava muito de festas. um babaca de camisa da Lacoste e tênis Nike. ele umedeceu um lenço e levou até a boca. eu preferi encharcar. 

dez minutos depois e eu estava completamente travado no sofá. não conseguia mover um único músculo do corpo. Priscilla sentou-se ao meu lado e começou a explicar. uma mosca na ponta do nariz me incomodava profundamente, em vão eu tentava erguer a mão para afastá-la, o efeito do alucinógeno era intenso. tentando fugir da mosca meus olhos foram parar no decote de Priscilla, conforme ela movia os braços seus peitos se moviam… moviam… moviam… moviam… moviam… moviam… to de pau duro. um padre entrou na casa, olha que festa legal, acho que é a primeira sacanagem que a igreja aprova. um cavalo verde sai de trás do balcão e anda pelo salão de entrada, que curioso, as paredes que eram vermelhas e pretas agora estão amarelas, peitos da Priscilla. uns caras estão falando de futebol “cara, nós fomos campeões no ano em que…”, engraçado como incorporamos os times e seleções e trazemos as conquistas para nós, mas o menino mendigo na esquina não é uma conquista nossa, aliás o que o engraxate está fazendo em cima do sofá com um ornitorrinco nos braços? peitos da Priscilla. todos fazem caretas agora, to suando, os músculos enrijecidos parecem estar amolecendo, peitos da Priscilla. gozei.

– … aí ficou esse nome. eu nem concordei muito, mas o Max achou que o conceito era legal.

corri para o banheiro. precisava me lavar, meti a mão na porta e abri. o Chin estava pelado e não era minha imaginação, na sua frente com as tetas de fora estava a morena da bunda e do tornozelo perfeitos.

ATENÇÃO 

para ver todas as fotos da festa acesse: http://www.flickr.com/photos/48760018@N07/show/

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vibrantes e sonoros!

o Vibrador Literário vai dar mais uma festa. esperamos você por lá!

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nossa sacanagem!

durante a vida inteira brincamos de rascunhar o destino, acreditando ser possível delinear a forma mais correta de nos encontrarmos com nossos desejos. esquecemos que a vida não pode ser tão previsível, isso é tão inócuo quanto aquele velho pensamento de que absolutamente tudo que ocorre em nossa vida é obra do divino, crer assim nos exime da culpabilidade de nossas ações e nos torna apenas vítimas de nossas ações, quando na verdade somos os agentes responsáveis por essas consequências.

para Vinicius de Moraes “a vida é a arte do encontro”, e esses encontros são absolutamente imprevisíveis! de uma dessas imprevisibilidades da vida nasceu um encontro que foi celebrado na noite de ontem. sem pudor algum festejamos, cantamos, gritamos, pulamos, nos abraçamos e nos comovemos com os ideais que traçamos, nos emocionamos com as brincadeiras de rascunhar o destino, nem lembramos que até um mês atrás não éramos cinco e tão pouco havia um projeto de Blog.

agora tudo isso existe, agora somos cinco, agora temos mais um rascunho, mais ainda, temos pessoas que acreditam que esse rascunho tem alguma ridícula possibilidade de se tornar uma bela realidade. com o espírito  inundado de alegria pela noite de ontem, queremos agradecer cada um que esteve lá presente levando seu sorriso, seu beijo e seu abraço, foi absolutamente significativo, emocionante e será perene em nossos corações a dedicação e os votos de cada um.

Clique aqui para ver as fotos da festa.

mais uma vez o nosso muito obrigado pela presença, até logo!
nos vemos logo ali… em breve sussurraremos em seu ouvidinho besteiras que vão lhe fazer sair de casa para festejar, cantar, gritar, pular e se abraçar conosco.

um beijo a todos!

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Festa de Lançamento

chegou a hora. nessa sexta-feira no Club Praga vai rolar a festa do ano! o Vibrador Literário será parido.

vai vir ao mundo o filho dos putos. será uma sacanagem e o melhor de tudo é que você pode participar dessa grande sacanagem conosco. venha saudar a chegada de nosso filho, o lançamento do Vibrador Literário vai ser no Club Praga, ali na Turiassu, número 483! os putos estarão por lá após as 23h30!
brinde: quem for vai ganhar um beijo e um abraço do Igor, do Max e do Acácio, corram meninas! os rapazes mais atirados ou mais desprendidos também terão seu abraço e seu beijo.

esperamos todos por lá.

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