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Archive for the ‘Datas’ Category

Vladimir Nabokov

Meio dia. Hora do meu almoço. Arroz, feijão, hambúrguer de soja e salada de alface. Como tudo em quinze minutos e desço para o cafofo. O cafofo é um lugar na empresa onde você pode relaxar, jogar vídeo game, assistir TV e ler. Sim, lá também tem uma biblioteca, onde você pode pegar livros emprestados.

Nesse dia resolvi garimpar as publicações, não queria ler nada do universo organizacional, queria achar algo mais quente, onde tivesse pelo menos umas imagens de mulher de biquíni, ou que falasse de sexo de uma forma diferente. Passei pelos livros do Philip Kotler e suas teorias sobre administração e marketing e fui direto para sessão de romance, pelo menos lá eu sei que rola algo mais propício para esse começo de tarde.

E foi lá, bem no cantinho da prateleira onde me deparei com um livro de nome exitante. “Lolita”! Ahhh Lolilta, muitas vezes me peguei pesquisando esse nome em sites pornôs, procurando aquelas atrizes magricelas, de trancinhas, aparelho nos dentes e com uma cara de boba, e aqui na minha empresa me deparo com um livro com o mesmo nome das minhas musas. Só pelo título já sabia que era o livro que estava procurando.

O livro Lolita foi escrito por Vladimir Vladimirovich Nabokov um escritor russo, nascido no dia 22 de abril de 1899. Isso mesmo, 22 de abril. Ótima data para escrever sobre sua obra mais famosa, sendo assim meu presente para esse escritor polêmico.

Capa do livro

O professor Humbert (personagem central desse livro) desde o começo do livro se intitula como um pervertido, que só consegue sentir atração por ninfetas, mas ninfetas verdadeiras, não essas meninas dos meus filmes que tem quase trinta anos mas parecem não envelhecer. O negócio dele erá meninas dos onze aos dezesseis anos, no máximo.

Mas Humbert se apaixona por uma especial, o nome dela é Dolores Haze, a bela filhinha de sua enteada que possui doze anos, essa é apelidada por Lolita.

Por mim ficaria aqui e escreveria cada detalhe desse romance do Nabokov, mas prefiro deixar no ar essa dica de leitura, para que cada um tenha suas próprias sensações ao lê-lo.

Depois de ler o romance, indico que vejam o filme, é bem fácil de achar, nele poderão ver a atriz que fez o papel da Dolores e ver que não é tão difícil de se apaixonar por essa Lolita. Meninas, o Humbert é um velho bonitão também (ele mesmo diz isso no livro), talvez algumas se encantariam por ele, mesmo aos doze anos.

Cena do filme

Depois desse livro entendi de onde vem a mítica relação do homem com as ninfetas e porque “Lolita” se tornou um termo tão buscado no imaginário masculino. Ah… minhas pesquisas pelo pornotube ou outros sites do gênero perderam um pouco a graça, sim só um pouco, pois nunca encontrei uma Lolita igual a de Nabokov nesses sites.

Dolores, Lolita. Obrigado Nabokov, de coração.

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precedendo o ato!

dia internacional do beijo…

"O beijo" Gustave Klimt

"O beijo" Gustav Klimt

ah o beijo! o prelúdio perfeito do ato sexual. o maior flagrante, sem atenuantes, de que há um envolvimento que vai além do carnal. mesmo os prazeres imediatistas, aqueles predestinados pelo acaso, com consequências incalculáveis e imprevisíveis, se explicam no beijo.

“as prostitutas não beijam”, há de dizer o mais apressado. eu lhe pergunto: “mas que verdade, senão a do prazer carnal e imediato há no sexo com uma prostituta?”, mero capricho fetichista. nada contra os fetichismos.

quem pode negar ao corpo os prazeres estimulados por um primeiro beijo? ora, que beije uma boca aquele que nunca se lançou aos impulsos tresloucados gerados por um beijo de uma boca desconhecida por ti até minutos antes. veja se não se mete a entregar a alma e o corpo para uma desconhecida? não nos condene por ultrapassarmos os limites das regras sociais. nós, contraventores da antítese do desejo, sabemos que do mundo pouco conhecemos, mas como é bom ter certeza que o gosto do prazer não nos é tolhido por meras conveniências sociais.

não tente justificar se acaso se entregastes, sem prévias, a uma desconhecida na cama depois de um beijo roubado ou conquistado, será em vão. somente os que viveram essa experiência suculenta, podem atestar sua culpabilidade. a culpa, estimulada pelo desconhecido, acalentada nos dogmas servis e perdoada no gozo perene, faz parte do jogo de sedução impulsionado pelo beijo.

vá ver o que significa desejar uma mulher com todo o ar dos pulmões, oferecer a ela todos os seus pensamentos, idealizar para ela grandes momentos e conseguir conquistar o primeiro beijo dela. é como roubar da tarde um lindo pôr do sol.

igor carvalho!

“O beijo é um segredo que se diz na boca e não no ouvido”
Jean Rostand

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